O burnout ou esgotamento profissional é uma síndrome psicológica derivada da tensão emocional crônica no trabalho, que gera sentimentos negativos como a insatisfação, o desgaste, a perda do comprometimento, absenteísmo, abandono do emprego e baixa produtividade. Ele é caracterizado pela despersonalização e diminuição da realização pessoal. Essa exaustão é uma resposta ao estresse crônico, caracterizado com sentimentos de desgastes físicos e emocionais. É o corpo e a mente respondendo aos estressores (carga de trabalho, papel conflituoso, contatos interpessoais, expectativas não supridas com relação a si mesmo ou com relação a organização).
Muitas vezes o funcionário inicia uma atividade em uma empresa, com certa expectativa (desafios, recompensas, reconhecimento, carreira, profissão, suporte da organização) sobre o que vai conseguir realizar profissionalmente e o que a empresa lhes dará como recompensa; expectativas que com o passar do tempo não são supridas por diversos fatores. É nesse momento que o profissional usa de suas estratégias para lidar com o estresse, faz esforços cognitivos e comportamentais que mudam constantemente para atender as necessidades do seu dia a dia, tentando evitar o estresse.
O mais saudável a se fazer é: analisar a situação, buscar seus custos e benefícios e tentar buscar alternativas para resolver os problemas. Essa estratégia focada no estressor é chamada de coping e ajuda na prevenção do estresse. Mas quando se percebe que as variáveis não podem ser modificadas, o profissional tende a continuar interagindo com os agentes estressores e uma forma de conseguir é tentando interpretar as situações de outras formas, ou seja, fazendo a reavaliação cognitiva para flexibilizar a percepção sobre as situações estressantes.
• Essas informações foram retiradas do texto: Exaustão Emocional: Relações com a percepção de supoerte organizacional e com as estratégias de coping no trabalho. (Tamayo e Tróccoli, 2002).
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