quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fórmula da Ansiedade

É sabido que a forma como os eventos são interpretados é que desencadeiam as nossas emoções, e não o contrário como geralmente imaginamos. Prova disso é que uma mesma situação pode provocar emoções e reações diferentes em pessoas diferentes.
As pessoas ansiosas geralmente interpretam uma situação ou um estímulo como sinal de ameaça e consequentemente, sua emoção e seu comportamento respondem a essa ameaça. Vamos a um exemplo: Uma pessoa que interpreta os seus batimentos cardíacos acelerados como um ataque cardíaco, possivelmente entrará em pânico. Se eu tiver a sensação de que as pessoas estão me analisando, possivelmente vou "travar" durante a exposição de um trabalho ou reunião.
Isso acontece porque os estímulos foram interpretados como ameaçadores e nosso sistema nervoso entra em alerta para tentar combater o perigo. As pessoas ansiosas, superestimam a ameaça e acabam minimizando suas capacidades de enfrentamento.
Salkovskis (2004) retrata isso de uma forma objetiva e visual, através da Fórmula da Ansiedade que pode ser compreendida abaixo:



Se eu sinto o cheiro de fumaça e penso que posso estar no meio de um incêndio, além disso me lembro do medo que tenho de estar envolvida em um incêndio junto com pensamentos que me lembram o quanto as pessoas ficam vulneráveis em situações de incêndio e que a ajuda pode demorar, minha ansiedade ficará altíssima e possivelmente terei uma crise de ansiedade.

Agora que você já sabe que a persistência dos pensamentos negativos é que mantêm as pessoas em quadros ansiosos, tente identificar quais são os seus pensamentos que aparecem de forma negativa e mudam suas emoções. Para que se possa tratar dessa ansiedade o tratamento considerado como mais eficaz hoje é a terapia cognitiva que ajuda o paciente a identificar os pensamentos negativos; a identificar formas alternativas de interpretação além de resgatar as possibilidades de defesa do paciente.

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Você é o que Você Pensa

Constantemente vejo pacientes reclamarem de alguns problemas e as causas geralmente são atribuídas aos fatores externos. Reclamam de fracassos profissionais atribuindo as causas à lideres que não reconhecem as competências dos seus liderados; reclamam da vida que não muda e portanto não conseguem progredir... mas cuidado, se você acha que está rodeado por pessoas que te boicotam, saiba que nossos maiores amigos e piores inimigos são os nossos pensamentos. O que vai definir se serão amigos ou inimigos, é a forma como os usamos. O modelo cognitivo desenvolvido por Aaron T. Beck diz que as perturbações emocionais que rodeiam a vida das pessoas, são causadas pelo próprio potencial humano de perceber negativamente o ambiente e os acontecimentos; ou seja, você transforma o seu amanhã pelas atitudes e pensamentos que tem hoje. A imagem que temos de nós mesmos influencia nossas decisões, nossos momentos e atos do nosso dia; que afetam o hoje e o amanhã. Claro que se você acredita em algo sobre você, antes de você começar a acreditar isso poderia nem ser verdade, mas com o passar do tempo essa crença referente à sua auto imagem, vai se tornando parte de você.
Temos que cuidar com os pensamentos, pois sem perceber acabamos investindo tempo, esforços e tudo que temos para alcançar o resultado dos nossos pensamentos (positivo ou negativo). Não devemos mascarar a realidade, mas devemos ser honestos para reconhecermos nossas fraquezas e estarmos dispostos a trabalhar para melhorá-las, buscando sempre o sucesso.
É... mas não caia na ilusão de que é fácil mudar a força dos pensamentos nas nossas ações, porque não é. Toda mudança exige esforços. Se você não está satisfeito com algo na sua vida, e quer mudar alguma coisa no seu mundo, precisa começar a mudar seus pensamentos não somente por um ato, mas fazer deles um hábito. E o mais importante, hábitos que estejam de acordo com o que você pensa, de acordo com o que você deseja. Agora, se os seus atos e hábitos estão relacionados ao que outras pessoas acham que você deve fazer, ou seja, se você tenta fazer e ser o que as pessoas dizem que esperam de você, sinto lhe dizer, mas você vai viver insatisfeito e terá pensamentos conflitantes.
Trabalhar suas crenças e pensamentos é uma ótima opção para o autoconhecimento e conseqüentemente maior probabilidade de auto controle.
Depende de você para mudar, pense o que você é e veja se te agrada. Caso não te agrade, pense o que quer ser e crie hábitos para alcançar esses objetivos, lembrando sempre que cada um dos teus pensamentos irão servir de âncoras para tuas atitudes.


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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O que é Transtorno de Pânico?

É um transtorno de ansiedade que muitas vezes provoca crises que são confundidas com sintomas de doenças raras e graves. Frequentemente as pessoas procuram um pronto socorro e passam por extensos exames para excluir outras doenças.

Quais são os Sinais e/ou Sintomas?
Períodos súbitos de pavor com sensações inexplicáveis de desgraça junto com vários sintomas físicos de alta ansiedade além de sintomas cognitivos como:
- Taquicardia,
- suor excessivo,
- tremores,
- sensação de que o ambiente está alterado,
- medo de morrer,
- falta de ar ou sufocamento,
- dor no peito,
- náusea,
- calafrios…

Quais os riscos envolvidos?
O T.P. é considerado um problema sério de saúde que gera insegurança, desespero, nervosismo, estresse, fraqueza emocional, esgotamento e pode levar a uma depressão.

Qual o Tratamento para T.P.?
O tratamento hoje é feito com medicações indicadas por um psiquiatra (quando necessário) e através da psicoterapia cognitivo comportamental que se destaca como a mais efetiva na pratica clínica.

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