As pessoas ansiosas geralmente interpretam uma situação ou um estímulo como sinal de ameaça e consequentemente, sua emoção e seu comportamento respondem a essa ameaça. Vamos a um exemplo: Uma pessoa que interpreta os seus batimentos cardíacos acelerados como um ataque cardíaco, possivelmente entrará em pânico. Se eu tiver a sensação de que as pessoas estão me analisando, possivelmente vou "travar" durante a exposição de um trabalho ou reunião.
Isso acontece porque os estímulos foram interpretados como ameaçadores e nosso sistema nervoso entra em alerta para tentar combater o perigo. As pessoas ansiosas, superestimam a ameaça e acabam minimizando suas capacidades de enfrentamento.
Salkovskis (2004) retrata isso de uma forma objetiva e visual, através da Fórmula da Ansiedade que pode ser compreendida abaixo:

Se eu sinto o cheiro de fumaça e penso que posso estar no meio de um incêndio, além disso me lembro do medo que tenho de estar envolvida em um incêndio junto com pensamentos que me lembram o quanto as pessoas ficam vulneráveis em situações de incêndio e que a ajuda pode demorar, minha ansiedade ficará altíssima e possivelmente terei uma crise de ansiedade.
Agora que você já sabe que a persistência dos pensamentos negativos é que mantêm as pessoas em quadros ansiosos, tente identificar quais são os seus pensamentos que aparecem de forma negativa e mudam suas emoções. Para que se possa tratar dessa ansiedade o tratamento considerado como mais eficaz hoje é a terapia cognitiva que ajuda o paciente a identificar os pensamentos negativos; a identificar formas alternativas de interpretação além de resgatar as possibilidades de defesa do paciente.
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